reportar, esmiuçar, criar memória

Uma (tardia) homenagem ao jornalismo do qual sou ‘filho’. Uma nota de preocupação com a sustentabilidade dos media na era digital e com o recente ataque à Impresa. E um alerta à falta de memória nas redações.

Despedi-me (sem me despedir, na verdade) do jornalismo como profissional de meio de comunicação social em setembro de 2021, mas o jornalismo não se despediu de mim. Continua cá, bem presente, incluindo no meu novo trabalho a produzir conteúdos a partir de dados. O meu olhar inicial é sempre o de jornalista, um hábito muito útil e repleto de vantagens mesmo para as funções atuais.

Há muito que sou um interessado no jornalismo como modelo de negócio, até porque o vi definhar por dentro, com cada vez menos meios e menos mãos para fazer os melhores conteúdos possíveis. Essa queda tem mais de 15 anos. O que há 15 anos era o que se achava o mínimo indispensável, passou a ter tempos de fartura cinco anos depois, numa queda constante de meios para o jornalismo — ainda assim ainda há jornalismo de qualidade e jornais, com dificuldades, mas com rigor (mesmo que não se acerte todos os dias a toda a hora). Nunca esquecer que a diferença de um jornal com um mínimo de brio (papel, online, áudio, ou vídeo) para um qualquer profeta ‘das verdades’ engalanado pelo bom aspecto das redes sociais é que um jornal quando erra, assume o erro, corrige, tenta não repetir e se um jornalista perder a sua credibilidade, perde tudo, deixa de ser jornalista (ou deveria deixar de o ser).

Sem jornalistas, sem condições, nem tão pouco ordenados dignos, os meios de comunicação e os jornalistas que os alimentam perdem poder — em jornalismo esse poder é apenas e só liberdade e independência, capacidade de comunicar com tempo e capacidade de análise (para isso é preciso jornalistas com tempo) e com o devido cuidado com o que se expõe cá para fora. Isso tem-se perdido ao longo dos últimos 15 anos, quando com o crescimento do mundo online os jornais se esqueceram da máxima do filósofo Marshall McLuhan que a maioria dos estudantes de jornalismo ouviram nas escolas:

O meio é a mensagem” — “The medium is the message

Isso nunca foi tão relevante quando na era digital. Podem ser feitas várias interpretações da frase, mas no século XXI o meio digital e quem o domina ‘comeu’ por completo o bolo que era o principal modelo de negócio do jornalismo a nível mundial, local, nacional ou internacional: a publicidade. Google e Facebook, juntas, levam boa parte desse bolo. O jornalismo passou a ser oferecido online e só alguns meios mais globais se têm safado meio mais recentemente com subscrições pagas.

Esse tem sido um dos temas que tenho procurado abordar no podcast que criei nos últimos dias de 2020, chamado Made in Tech (e que ainda continua). Cheguei a fazer uma entrevista à meia noite com o australiano Rod Sims, o responsável que criou o que se tornou conhecido como o Código Australiano e que mais não é do que uma forma de por os gigantes Google e Facebook a financiar o jornalismo (entretenimento e desporto não entram).

Reproduzo algumas partes dessa conversa com Rod Sims:

“Pelo menos na Austrália, com a nova legislação, nada será como era. Google e Facebook tornaram-se, essencialmente, na internet. Queremos com o novo Código equilibrar a balança e privilegiar o jornalismo de serviço público, os jornalistas e uma sociedade mais informada, menos dividida e democrática.”

O novo Código tenta resolver um problema detectado que afeta os meios de comunicação, “o de não conseguirem ser sustentáveis pela publicidade online” e é baseado em alguns estudos. “Os resultados foram claros, a Google tem cerca de 95% do mercado da pesquisa online e o Facebook tem, de longe, as duas redes sociais mais dominantes no país”, explica o responsável, indicando que no caso da publicidade online ambas têm 81% do valor total na Austrália (53% para o motor de busca da Google e 28% para o mural de notícias do Facebook).

O problema encontrado “e que preocupa” é que “este desequilíbrio de negociação prejudica claramente o jornalismo e o jornalismo tem benefícios públicos amplos”. É esse “benefício que o Código tenta incentivar”, tentando “que o domínio online de Google e Facebook não mine o jornalismo, algo fulcral na sociedade australiana”.

(no podcast — também na Apple e Spotify)

Outra conversa importante no podcast em 2021 foi com Jimmy Wales, o criador da Wikipédia, mas também com um dos editores mais antigos da Wikipédia em português. A Wikipédia, a maior, mais disponível e mais completa (e sempre a melhorar e aumentar) enciclopédia da história da humanidade, depende muito do jornalismo. “A melhor forma de um famoso corrigir um erro na Wikipédia é dar uma entrevista ou dar um comentário sobre o tema num jornal de referência para que possamos referenciar e corrigir, porque confiamos muitas vezes que o jornalista só publica se achar que bate certo”, dizia o Gonçalo Themudo.

Ou seja, o jornalismo também faz parte da história, da memória. Quanto melhor for o jornalismo em qualidade, análise, capacidade de ir atrás da melhor informação e não do clickbait ou do puro entretenimento, melhor será a memória da nossa sociedade, mas também melhor será a nossa política, e respectivos partidos, políticos e instituições (porque haverá um prestar de contas mais informado e menos inflamado). Mas também melhor será a justiça e a sociedade em geral.

Com uma melhor informação e uma sociedade com vontade de estar bem informada (do meu bairro ao meu país, até ao meu planeta) temos mais hipóteses de ter uma sociedade mais solidária (e, aí vem o chavão, sustentável) e com espírito de missão conjunta por um bem melhor.

Essa missão conjunta, a tal capacidade de comunicar e construir em conjunto algo, deixando o trabalho feito registado e partilhável para que outros possam construir e aprender (inclusive com os erros) a partir daí é, admitamos, a melhor qualidade humana. Nem que sejam os pais e avós a quererem deixar um mundo melhor aos seus filhos e netos—ou, depois disso, num nível mais comunitário os cientistas a partilhar informação de geração em geração permite evoluir na tecnologia, economia, vida em geral, inclusive para superar os erros do passado).

É importante um jornalismo que não caia nos conteúdos mais atrativos para algoritmos de redes sociais (que favorecem com maior facilidade conteúdos que incendeiam e dividem porque esses causam maior interação e mais tempo de presença online). E isso só é possível com a tal liberdade financeira. Tal como quem nasce num meio pobre, sem Internet nem conhecimento em geral e sem perpectivas, nos dias atuais, é como se vivesse numa espécie de prisão medieval, o jornalismo prisioneiro dos algoritmos também nunca será verdadeiramente livre ou bom (para a sua reputação ao longo do tempo e para a sociedade).

Mesmo que o jornalismo tenha de conquistar na mesma um público, como é óbvio, a competição atual pela atenção com as gigantes tecnológicas online é completamente desigual—na chamada gamificação dos conteúdos, os algoritmos que aprendem com biliões de ações de vários mil milhões de humanos, ganham com facilidade. Se não queremos viver num Matrix—um mundo virtual e ficcional, de notícias falsas ou com pitadas de verdade só para entreter animais humanos que passam pela vida como mera carne para canhão—, então temos de valorizar o jornalismo e a forma como ele nos chega.

Como dizia o Rod Sims, o jornalismo é fundamental para uma sociedade mais informada, menos dividida, mais compreensiva e, por isso, deve ser mantido e apoiado numa crise sem precedentes que o ameaça por completo, nem que seja fazendo uma descriminação positiva (colocando uma pequena parte das receitas dos gigantes tech monopolistas da publicidade online a pagar jornalismo).

Expresso e SIC silenciados deve preocupar todos

Depois de tudo isto, temas que sigo e me preocupam há muito, tenho de deixar uma palavra para o Expresso e SIC, cujos sites foram arrancados da Internet por um grupo de hackers nas primeiras horas de domingo, quase há 48 horas.

Sejam quais for os motivos (roubo de dados e de informação privilegiada, dinheiro de resgate, etc), um dos principais meios de comunicação de referência do país (goste-se mais ou menos da linha editorial ou de uma capa num ou noutro dia) foi silenciado. E isso é grave, preocupante e até revoltante (como ex-jornalista, como ser humano que vive neste país nos tempos atuais e como consumidor de informação). E é sinónimo de vários sinais relevantes na sociedade atual (que incluem a liberdade jornalística necessária, a cibersegurança tantas vezes descurada, a impunidade para vários hackers numa justiça ainda com dificuldades para lidar com o mundo online).

Não há nada mais frustrante para um jornalista do que não ter o seu meio habitual — o online é hoje um dos mais relevantes e onde as notícias ficam e passam a fazer parte, de alguma forma, da história humana—para publicar. Se é frustrante estar sem backoffice durante duas ou três horas, quanto mais alguns dias e com todo o histórico noticioso daquele meio apagado (ao não estar online). Sem as milhares de notícias dos últimos mais de 20 anos do site do Expresso, por exemplo, são pedaços enormes de história (inclusive linkados na Wikipédia ou noutros meios) que ficam de certa forma apagados. Esperemos que fiquem online em breve e de vez.

Ausência de especialistas do jornalismo

Uma das consequências da falta de memória nas redações, da falta de jornalistas experientes ou até especializados é que isso empobrece os conteúdos editoriais. Retira-lhes inclusive o espírito crítico que só quem está cá há alguns anos sabe.

Custou-me um pouco mais sair do jornalismo de tecnologia, que abracei de forma mais imersiva, diária e completa em 2018 porque sei que há pouca gente (quase nenhuma) que consiga contar as histórias e as notícias com a experiência necessária. E o jornalismo sobre tecnologia é dos mais importantes dos tempos atuais — mistura ciência, economia, sociologia, política, policy (regulação, vá) e tantas outras coisas.

E ter conhecimento do que se tem passado nos últimos anos não só é necessário, é fulcral, inclusive para perceber acontecimentos como o Facebook outage de 2021, ou o ciberataque ao Colonial Pipeline ou mais recentemente à Impresa (Expresso, SIC, Olhares, Opto), mas também coisas como promessas milagrosas de um novo produto de uma empresa tecnológica.

Só cai na esparrela do marketing reluzente que destaca novidades tecnológicas que não são novidades ou simplesmente são inconsequentes, banais ou longe de inovadoras quem não tem essa memória daquela área. Nem sempre uma simples pesquisa no Google permite ver isso (embora seja assim que muitas vezes até se faz bom jornalismo, pesquisando e não se ficando pelas gordas sumarentas dos press releases). Se se tiver tempo, arranjar uma rede de especialistas com quem tirar dúvidas é fundamental. E é uma rede que se mantém.

Construí muita coisa, inclusive essas redes de contactos, de especialistas que tiram dúvidas e melhoram o resultado final de uma notícia ou reportagem, ao longo dos últimos 20 anos de jornalismo.

Fui jornalista que começou dividido entre temas de sociedade normais — inclusive incêndios de verão—, desporto, mas sempre com a cultura (especialmente o cinema) a chamar por mim.

Em 20 anos fiz rádio, TV, imprensa, podcasts, vídeo e posso dizer que me especializei acima de tudo em cinema (entrevistas aos protagonistas, incluindo reportagens a bastidores, e críticas semanais aos filmes), automóvel e mobilidade (ensaios a mais de mil veículos, centenas de peças televisivas com pitadas de programa de viagens) e tecnologia (e ciência).

Durante anos também escrevi sobre desporto (especialmente futebol), cheguei a fazer críticas de livros, de concertos, teatro, reportagens de viagens e afins—há uns 15 anos coloquei o Ricardo Araújo Pereira a entrevistar um dos Monty Python, o Terry Jones. E sempre tentei incluir pitadas de áreas que me apaixonam, como o cinema, a história ou a ciência (na tecnologia é muito fácil e útil incluir a ciência).

E, admito, custa sair e deixar um pouco mais pobre (vários disseram-me isso, mas eu com algum egocentrismo já o sentia) o jornalismo focado em tecnologia. Ainda há pessoas excelentes na área, mas as redações dos generalistas estão praticamente vazias de conhecimento relevante sobre a área mais transformadora da era atual.

Ou seja, o jornalismo está em crise, não há dinheiro em geral e muito menos aposta real em jornalismo de tecnologia ou jornalistas especializados em tecnologia, mesmo que também escrevam sobre outros temas como economia ou sociedade. Nos EUA isso é bem diferente, mas também há mais dinheiro para o jornalismo e clara aposta na tecnologia nas redações (até há tradição disso).

Cá há blogs mais bem sucedidos nessa matéria do que propriamente jornais (mesmo que nem sempre aprofundem) e com sucesso assinalável em termos de público — há público para isso, só não há é a aposta certa nos meios tradicionais (por um lado tenho pena de não ter podido e querido aceitar, por decisão pessoal, um desafio que me foi feito com o objectivo de tentar dar foco à tecnologia que está a mudar as nossas vidas num generalista).

O jornalismo automóvel também perdeu muito nos últimos anos—várias publicações relevantes, mesmo que a transformação na mobilidade nunca tenha sido tão relevante quanto agora—, mas lembro-me de maior sensação de impotência quando percebi que nunca iria conseguir cumprir o que foi em tempo um sonho, de ser apenas jornalismo de cinema—nunca me cingi a uma só área em 20 anos de jornalismo, algo que até gosto, mas não dá para tudo. O cinema, em Portugal, foi perdendo fulgor como área jornalística o que é lamentável por vários motivos—mesmo que muitos dos críticos da velha guarda não se soubessem reinventar.

A saga pelo cinema

Lembro-me de momentos como estar algures em 2004 ou 2005 numa sala da Cinemateca Portuguesa a assistir a um visionamento do novo filme do Harry Potter e sentir um privilégio por poder estar ali, antes dos outros, a vibrar com algo especial e poder escrever sobre isso depois. Ter de escrever, de forma obrigatória, também tira algum prazer à experiência e quando temos isso como profissão percebemos depressa que não deixa de ser trabalho.

Ainda assim, momentos como em 2009, quando pude numa entrevista tratar o Robin Williams por Oh Captain, My Captain, e vê-lo emocionado, ou como quando pude fazer perguntas ao José Mourinho após um Inter-Man. United em 2010. Ou quando me senti verdadeiramente nas nuvens em Londres, acho que em Dezembro de 2008, quando pude entrevistar o elenco e realizador de um dos filmes que mais me marcou naquele ano, Doubt, e falar de forma tão sentida sobre a essência humana. Pequenos momentos e conversas com Steven Spielberg ou assistir à simpatia solidária do Peter Jackson para comigo numa entrevista televisiva em Madrid também são especiais, ou entrevistar dois jovens britânicos promissores em início de carreira como Benedict Cumberbatch e Tom Hiddleston, passear pelas ruas de Londres com o Ethan Hawke, ou sentir-me verdadeiramente nervoso e com poucas palavras (acho que foi a primeira vez) na presença de Sir Ben Kingsley.

Fazer rir, sorrir e participar em piadas em conferências de impresa com o Russell Brandt, o Adam Sandler ou o Robert Downey Jr, entrevistar realizadores que admiro profundamente como o Peter Jackson (já referido), Shane Black, John Patrick Shanley, Stephen Frears, Peter Morgan ou o Richard Curtis ou ouvir em primeira mão da Viola Davis as suas histórias por uma vida melhor, ou poder confraternizar e fazer todas as perguntas de que me consegui lembrar ao sempre disponível The Rock.

Ou dar concelhos sobre bons sítios para visitar em Portugal à Amy Adams, falar sobre as suas viagens por Portugal com o Ryan Reynolds ou trocar histórias de infância dos anos 1980 com o Jake Gyllenhaal porque ambos até temos a mesma idade.

Na ida a Londres em 2008 onde deu para estar com Amy Adams, Viola Davis, John Patrick Shanley, lembro-me de um momento de confraternização entre jornalistas de vários sítios da Europa, antes das entrevistas, onde estava também o João Lopes e o Rui Tendinha e me senti verdadeiramente em casa com pessoas que mal conhecia. Falar sobre cinema, sentir o entusiasmo pelas histórias, pela essência humana representada no grande ecrã mesmo quando até não tínhamos opiniões iguais era sentir ter encontrar uma tribo que vibra da mesma forma do que eu. Eu puto nos 20s, conheci jornalistas britânicos com carreiras de décadas no cinema e senti a paixão pelo cinema tão intensa quanto a minha neles, da mesma forma como senti em tantos atores, escritores e realizadores com quem pude por uns minutos partilhar belos momentos.

Também me lembro da vez, em Londres, em que o Hugh Jackman, outro ser humano incrivelmente afável e simpático ao nível do The Rock, sem querer me mostrou o seu número de telemóvel e pediu-me que guardasse segredo, ou quando o Benedict Cumberbatch se irritou porque achou que lhe estava a fazer uma pergunta pessoal, mas depois o Tom Hiddlestone explicou-lhe que ele tinha percebido mal e ele deu-me um abraço e pediu-me mil desculpas (havia mesas redondas com a presença de jornalistas das revistas cor de rosa que se tornavam tensas por causa das perguntas invasivas ou só estúpidas).

Outro momento peculiar, foi ver em Los Angeles um nervoso e tímido Robert Pattinson (estrela dos filmes Twilight) ficar bem mais solto e afável quando comecámos a conversa a falar dos verões da sua infância e adolescência na Vila Galé, no Algarve—isso e reconhecer-me umas horas mais tarde à entrada do hotel como “hey, there, nice Portuguese guy!”

Também houve algures no tempo destas aventuras ligadas ao cinema um momento em que eu e o Tendinha ficámos uns minutos presos no elevador com o ator Jay Baruchel (que também entrevistámos) e em que ele entrou em pânico porque é claustrofóbico e o tentámos ajudar. Foi na mesma altura em que deu para trocar umas palavras numa festa com o Nicolas Cage e o Jerry Bruckheimer (produtor de tudo o que é ação e mexe) e ficar com um desenho estilo caricatura feito pelo Nic Cage—tenho algures, não sei onde.

Também foi peculiar entrevistar a malta que criou o Toy Story—ou a produtora que deu o nome à Dory. E continuando a senda pela memória muito espontânea, estou a escrever isto à medida que me vou lembrando de mais uns nomes, foi especial poder fazer perguntas muito concretas sobre o Indiana Jones ao Alfredo Molina ou sugerir ao Peter Jackson a leitura de um livro sobre Portugal que me apaixonava na altura (fiz o mesmo com o Kenny Ortega).

Não resisto a contar mais umas quantas histórias sobre o meu percurso no mundo do jornalismo ligado ao cinema num artigo próprio, aqui:

a minha saga pelo mundo do cinema

Podia contar mais umas quantas memórias sobre entrevistas a pessoas da área da tecnologia—com o podcast, então, foram várias centenas, mas não vale a pena. Deixo só uma, em 2018 entrevistei o monge budista brasileiro que acompanhou bem de perto Steve Jobs nos últimos 8 anos da sua vida (ao ponto de ser referido no livro de 2018 da filha de Jobs). Ouvi histórias peculiares sobre Jobs, mas também sobre o próprio monge budista que tem uma história de vida incrível, entre o Brasil e os EUA—onde se tornou guru espiritual de alguns dos homens mais influentes do planeta.

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Former journalist. Discoverer. Caldense. Portuguese. Cinema, tech, cars, and football... it's all about passion. In Twitter since 2008. In life since 1981.

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